Sentada nesse canto vazio me encho de espanto quando que de longe avisto um gato a chorar.
Sentada nesse canto escuro quase que me esqueço que um dia eu vi a luz passar.
Sentada nesse canto esquecido eu quase que me enlouqueço de tanto chorar.
Mas pra que de tanto desatento se logo me esqueço que eu aprendi a amar?
Indigno-me de dizer a verdade, pois a verdade dura é que não sei, nem posso, nem deveria contar.
Esqueço-me quando logo de apreço me finjo de fingida e me faço a gargalhar, eu sussurro saudades inesquecíveis, lamento por amores que não tive e quase que me perco de tanto procurar.
Eu vivo uma roda vida, uma roda tão vivida que só se sabe virar. Uma roda que de tanto perdida esquece-se de ser esquecida e se enlouquece a gritar.
Eu inspiro falácias e assopro sinceridades de tanto pensar.
Danço quando quase de encanto me esqueço de contar.
Lamento cores perdidas, e Sóis deixados a queimar.
Eu garanto meu amor que de tão esquecida, esqueço a dor vivida e logo estarei novamente a vibrar.
MAIS UMA DO TERRORISMO POÉTICO! BAHHH!
[Meio piegas, com uma pitada de lamentação, mas no fundo com muita esperança. Momento down de ontem.]
2 comentários:
Que desperdício não ter entrado aqui antes!
Parabéns Letícia!!
Continue..
Entrei de novo achando que estaria atualizado...a madrugada não termina.
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