quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Roda vida vivida, esquecida

Sentada nesse canto vazio me encho de espanto quando que de longe avisto um gato a chorar.
Sentada nesse canto escuro quase que me esqueço que um dia eu vi a luz passar.
Sentada nesse canto esquecido eu quase que me enlouqueço de tanto chorar.
Mas pra que de tanto desatento se logo me esqueço que eu aprendi a amar?
Indigno-me de dizer a verdade, pois a verdade dura é que não sei, nem posso, nem deveria contar.
Esqueço-me quando logo de apreço me finjo de fingida e me faço a gargalhar, eu sussurro saudades inesquecíveis, lamento por amores que não tive e quase que me perco de tanto procurar.
Eu vivo uma roda vida, uma roda tão vivida que só se sabe virar. Uma roda que de tanto perdida esquece-se de ser esquecida e se enlouquece a gritar.
Eu inspiro falácias e assopro sinceridades de tanto pensar.
Danço quando quase de encanto me esqueço de contar.
Lamento cores perdidas, e Sóis deixados a queimar.
Eu garanto meu amor que de tão esquecida, esqueço a dor vivida e logo estarei novamente a vibrar.

MAIS UMA DO TERRORISMO POÉTICO! BAHHH!

[Meio piegas, com uma pitada de lamentação, mas no fundo com muita esperança. Momento down de ontem.]

2 comentários:

Hilário Pereira disse...

Que desperdício não ter entrado aqui antes!

Parabéns Letícia!!

Continue..

Hilário Pereira disse...

Entrei de novo achando que estaria atualizado...a madrugada não termina.