quinta-feira, 27 de março de 2008

O ficado


Acredite se quiser, este pode ser um tema interessante, ainda mais quando se trata de adolescência. Uma fase que estou passando.

Ficar por ficar e não ter nada. Será que é bom?

Uns podem dizer: o importante é não estar sozinho.

Legal. Daí quando você está triste em casa, e não tem ninguém, o que fazer? Os amigos nem sempre tem saco para ficar bajulando carências.

E aí, você vai ficar com quem?

Um namoro relâmpago, um simples “ficar” pode deixar marcas e até mesmo construir paixões passageiras que na maioria das vezes só nos faz sofrer.

Será que é legal mesmo você ficar hoje com alguém e nem ligar no dia seguinte?

Não, eu não estou julgando ninguém, eu já fiz isso muitas vezes, e eu adorava não ter que dar satisfações. A conclusão a que quero chegar tem relação com a transição de tempos, e o porque dos novos jovens usarem o verbo “ficar” para definir uma coisa efêmera, pois ficar é uma coisa concreta, ficar aqui, ficar ali.

Até mesmo no dicionário já qualificam como namorar (o adolescente) com um ou mais parceiros durante uma festa.

Esse deixar-se estar por um lado coloca pimenta nas nossas vidas e faz com que o entusiasmo não cause a tal doença do século. E ainda mais: te deixa popular, ou "faladinha".

Sem críticas, sem ofensas, e sem elogios, este é um assunto que pauta nenhuma pode fechar.

Mas se for prestar atenção, vale mais dizer que eu tenho um rolinho, do que dizer que eu tenho um ficante. O rolinho parece ser mais, mais, mais, parece mais firme.

Firme?

Ops.: deixa pra lá...

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