domingo, 30 de novembro de 2008

Aquela sensação

É a música que faz a gente lembrar de muitas coisas.
É a música que faz a gente lembrar de algumas pessoas.
É a música que faz a gente lembrar de momentos mágicos.
É a música do meu coração que a cada dia se lembra de lembranças guardadas e deixadas lá dentro, lá no fundo.
A música que somente eu posso ouvir.
A música que somente eu posso sentir e ver.
Ela toca no fundo.
Ela faz refletir.
Ela age como se fosse a única e mais importante.
A música que toca, que encanta, que espanta, aquela música que me faz dançar sem mexer os pés, é aquela que eu ouço sem precisar ouvir, é aquela que eu espero o final do dia pra poder sentir.
É a música que eu quero cantar pra você, é a música que vai te fazer viajar, pirar.
Aquela que subjetivamente vai fazer você mudar de idéia, fazer você querer mais, porque ela merece mais, ela quer mais, ela quer tudo que não pode ter, ela quer tudo e tem o nada nas mãos.
Todas as falácias mais gritadas ela quer dizer, todas as indiscrições ela sabe gingar, ela quer judiar, quer fazer ser, quer tudo e quer ter.
Ela só esquece que após seus poucos minutos de vida, vem outra e ocupa sua dor não tão esquecida.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Roda vida vivida, esquecida

Sentada nesse canto vazio me encho de espanto quando que de longe avisto um gato a chorar.
Sentada nesse canto escuro quase que me esqueço que um dia eu vi a luz passar.
Sentada nesse canto esquecido eu quase que me enlouqueço de tanto chorar.
Mas pra que de tanto desatento se logo me esqueço que eu aprendi a amar?
Indigno-me de dizer a verdade, pois a verdade dura é que não sei, nem posso, nem deveria contar.
Esqueço-me quando logo de apreço me finjo de fingida e me faço a gargalhar, eu sussurro saudades inesquecíveis, lamento por amores que não tive e quase que me perco de tanto procurar.
Eu vivo uma roda vida, uma roda tão vivida que só se sabe virar. Uma roda que de tanto perdida esquece-se de ser esquecida e se enlouquece a gritar.
Eu inspiro falácias e assopro sinceridades de tanto pensar.
Danço quando quase de encanto me esqueço de contar.
Lamento cores perdidas, e Sóis deixados a queimar.
Eu garanto meu amor que de tão esquecida, esqueço a dor vivida e logo estarei novamente a vibrar.

MAIS UMA DO TERRORISMO POÉTICO! BAHHH!

[Meio piegas, com uma pitada de lamentação, mas no fundo com muita esperança. Momento down de ontem.]