Que grávida não sonha em amamentar o seu bebê? Que mulher não acredita que esse ato tão simples e singelo acontece de forma natural assim que se pega o bebê no colo pela primeira vez? Pois bem, não é bem assim que acontece. A amamentação não é instintiva, a gente acha que sabe, mas não sabe de nada. E foi esse o meu primeiro erro. Durante toda a gestação eu não me preocupei com a amamentação. Assisti um vídeo aqui e outro ali no youtube sobre o assunto, mas nada muito longo e explicativo de verdade.
Assim que Alice nasceu, ela já foi pro meu colo pra aprender a mamar, e a bichinha aprendeu de primeira. Foi lindo e emocionante aquele primeiro momento só meu e dela na sala de recuperação pós parto. Os próximos dois dias seguiram tranquilos, eu achava que estava tudo OK. Foi aí que os mamilos começaram a rachar e a ficar doloridos de verdade. A dor foi aumentando de forma insuportável. Quando já estava em casa, eu chorava muito a cada mamada. E no quarto dia de Alice, pensei em desistir. Até que comentei com minha irmã sobre a dor insuportável e ela me falou a seguinte frase "se está doendo assim, é porque ela está com a pega errada". E eu pensei, que mané pega? Nunca tinha ouvido falar em "pega errada", quanto mais em pega correta. Aí que eu parei tudo e fui pesquisar sobre a forma correta de amamentar, foi quando eu vi que estava fazendo tudo errado. E consequentemente Alice não estava ganhando peso de forma adequada.
Me bateu o desespero de novo e eu pensei em desistir pela segunda vez. Foi uma luta, uma batalha comigo mesma. E foi uma conquista também! Graças ao apoio da minha família, e meu marido que me ajudou a superar a dor, chegamos aos três meses de amamentação exclusiva e minha pequena ganhando peso perfeitamente (até demais, diga-se de passagem, haha). Foi sim tortura física, psicológica e emocional, mas valeu a pena. Está valendo! As dores duraram 20 dias praticamente, depois não doeu mais nada. Foram muitas lágrimas, foi muito difícil mesmo. Mas eu consegui.
Já tinham me contado que não era fácil, mas só dá pra saber o grau mesmo, quando se vive na pele.
Obrigada Deus pelo leite que alimenta minha filha. Obrigada!

