Até certa idade, os filhos sentem aversão ao sexo oposto. Mas quando o nojo do contato físico passa, em especial do boca a boca, é que começam as crises. Nessa fase é que a adolescência fala mais alto! O jovem começa a sentir uma energia inquietante, o que pode ocasionar angústia e ansiedade em diversas situações do dia a dia. Por isso, da mesma forma que um bebê precisa de muita atenção e carinho, o adolescente necessita de compreensão e acolhimento para ficar bem orientado na busca da sua própria identidade. Quando ele é proibido de ir a uma festa, por exemplo, o ideal é mostrar que a liberdade deve vir aos poucos. Afinal, mesmo que fique com raiva, um dia ele vai lembrar disso e pensar: "Minha mãe só queria o meu bem".
Outra fase crítica na vida do adolescente é quando surgem as mudanças no corpo, pois nem sempre o desenvolvimento físico acompanha o emocional. As meninas começam a ganhar forma de mulher; os meninos, de homem. Isso gera instabilidade no humor, ansiedade e medo. Alguns jovens tornam-se tímidos, submissos ou rebeldes e, geralmente, a razão é sempre a mesma: falta de confiança e a sensação de não serem compreendidos por ninguém, nem por eles mesmos. Nesse momento, os pais devem ouvir os argumentos dos filhos, orientá-los de forma segura, respeitar o mau humor e entender que eles não gostam mais de passar a tarde de domingo na casa da vovó. O adolescente pode até ficar com raiva, mas a verdade é uma só: até chegar à fase adulta, os pais devem ter paciência com os filhos. Não existe hora certa para começar um diálogo. Conhecer os próprios filhos é a melhor forma de entender suas atitudes e mudanças de comportamento.