segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Batalhas perdidas

Eu já tive o carro do ano. Eu já tive dinheiro no bolso. Eu acreditava na minha criatividade. Eu acreditava num futuro cheio de vitalidade. Eu já fui professor e também já fui amador.

Hoje eu sou só mais um. Hoje eu não pertenço a elite. Hoje eu não sou mais reconhecido, talvez nem seja o mais querido.

Eu necessito de luz, eu preciso de amor, eu quero crescer e continuar a viver.
Eu só quero ser feliz! Mas, a vida não quer.

Eu quero ver a sua face, eu quero ver o seu sorriso, eu quero ser mais um que baila contigo.

Eu quero ter glórias e continuar a me orgulhar. Eu quero alcançar, eu quero lançar.
Minhas músicas eu não ouço mais, meu nome nem eu sei lembrar. Tornei-me um eterno esquecido. Um alguém que passou despercebido e depois de todos esses longos anos de batalha um alguém que não tem mais forças para sonhar.

Agredi minha alma com palavras duras e infames. Libertei-me de uns vícios e prendi-me a tantos outros. Um deles, é reclamar. Estou aqui, em mais um momento de conclusão. Eu fui tudo aquilo que deveria ter sido, mas esqueci de tentar ser tudo aquilo para todo o sempre.

Eu perdi. Perdei-me por desistir em tão pouco tempo. Eu ainda sou fraco o suficiente para perder.

[Declaração de um jovem com meio século de histórias pra contar.]