O despertar que o mar levou
Quando você acordar, não fique apavorado
Haverá alguém para lhe auxiliar
Quando você sentir frio
Pense nas coisas boas que viveu
Quando você se deparar com a saudade
Pense em todos que queriam seu bem
Quando você sentir medo
Lembre-se que Deus existe
E quando você sentir vontade de chorar
Peça ajuda que será ajudado.
Prece**
Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de Thiago, a quem acabaste de chamar da terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ser suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!
Bons espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia atento da perturbação inerente à passagem da vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para repará-las, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.
Acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.
Despiste o envoltório grosseiro, sujeito vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.
Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.
Vai, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejamos penosamente na terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.
Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto deleitam-se.
A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, sendo assim os deveres que nos correm neste mundo, o acompanharemos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.
Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amastes; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.
Nesse, onde te encontrar, deve extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.
Que os amigos espirituais possam acompanhar-te pelos próximos dias, que lhe auxiliem da melhor forma possível, a fim de encontrar felicidade plena no plano espiritual.
Deus esteja convosco. Assim seja. Graças a Deus.
Morreu neste domingo (27), aos 24 anos, meu primo Thiago.
Ele havia se casado em 15 de dezembro de 2007, e estava na praia com a esposa e com alguns amigos. A brincadeira na água fez com que se desprendesse das mãos dos que estavam no mar agitado, e a onda forte o levou deste plano.
**(com trecho do Livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo")


